Padre recusa comunhão a adolescente devido a roupa (ou falta dela)

Manuel Alves, padre de Valpaços, recusou-se a dar a comunhão a uma jovem de 16 anos, alegando que a roupa que portava não era a mais digna para usar numa missa.

“O padre, em voz alta e diante de todas as pessoas, disse-me se não tinha um colete para tapar os peitos e recusou-se a dar-me a comunhão”, desabafou Liliana Mairos.
A adolescente alega que era uma roupa completamente normal, calças de ganga, uma camisola de alças e um casaco.

Os pais de Liliana ficaram desiludidos com a atitude do pároco, e resolveram enviar uma carta ao bispo da Diocese de Vila Real, Amândio Tomás, a relatar a situação e pedir explicações.

4 Comments

  1. Bruno

    O padre não se consegui concentrar lol mas agora a serio, ah roupa e roupa, e se era um decote excessivo o padre tem a sua razão…

    Aposto que a carta ao bispo não vai dar em nada…

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  2. lola

    vi uma foto da roupa que a miuda levava e sinceramente nao vi decote em lado nenhum eu acho e k o padre estava perturvado com outras coisas e descarregou a culpa em cima da miuda…..

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    1. ricardo27

      Podes compartilhar essa foto connosco?

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  3. Vânia Pardal

    E a história continua (Fonte Agência Lusa)

    O padre de Valpaços, Manuel Alves, recusou rezar uma missa pedida pela tia da jovem de 16 anos a quem “negou” dar a hóstia por causa do decote, por ser sua familiar direta.

    Felicidade da Cruz, residente em Valpaços, explicou à Agência Lusa que, no passado dia 11 de junho, foi à Igreja Matriz falar com o pároco para marcar a missa de sexto mês de falecimento do marido e tio da jovem.

    Enquanto folheava a agenda para determinar a data da eucaristia, referiu, “o padre perguntou-me se eu era familiar da jovem que foi a um programa televisivo e eu, sem qualquer problema, disse-lhe que era tia”.
    E, acrescentou, “disse-lhe que foi ‘bruto’ e ‘incorreto’ com a minha sobrinha ao negar-lhe a hóstia por causa da roupa que vestia”, pelo que deveria ter chamado a mãe à sacristia, no fim da eucaristia, para conversar com ela.

    Quando o sacerdote soube que Felicidade da Cruz era tia da jovem fechou “bruscamente” a agenda e comunicou-lhe que não iria rezar-lhe a missa porque, além de ser familiar da rapariga, não teria pago a côngrua paroquial (contribuição financeira dos paroquianos para sustento do padre), com o valor anual de 25 euros.

    “Abri a carteira e mostrei-lhe o recibo de pagamento da côngrua e disse-lhe que já que não me rezava a missa então que me devolvesse o dinheiro [25 euros] ”.

    Manuel Alves insistiu que não lhe celebrava a missa e devolveu-lhe o dinheiro depois de o sacristão ter confirmado o pagamento da côngrua paroquial.

    Posto isto, Felicidade da Cruz teve de ir pedir um padre de uma aldeia do concelho de Valpaços para rezar a “missa de mês” ao falecido marido.

    Felicidade da Cruz, à semelhança da sobrinha e da irmã, garantiu à Lusa que enquanto o padre Manuel Alves, de 80 anos e sacerdote há 57, continuar em Valpaços “nunca mais” vai à eucaristia.

    Indignada com o sucedido, Felicidade da Cruz enviou uma carta ao bispo de Vila Real, Amândio Tomás, relatando o sucedido e anexando uma fotocópia do recibo do pagamento da côngrua paroquial.

    Na missiva, a que a Lusa teve acesso, a mulher adianta que é “inadmissível” ter um padre na cidade e ter que ir “pedir” a um sacerdote de outra aldeia do concelho para rezar a missa.

    “Afinal, em que século vivemos?”, questionou Felicidade da Cruz. A Agência Lusa tentou obter um esclarecimento por parte do padre Manuel Alves, mas recusou-se a prestar qualquer declaração.

    Além disso, a Lusa contactou ainda o bispo de Vila Real, Amândio Tomás, mas sem êxito.

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