Sudão: Omar al Bechir autoriza expulsões de organizações internacionais do Darfur, incluindo ONU

Hoje deparei-me com esta notícia publicada no msn noticias (http://noticias.pt.msn.com/Politica/article.aspx?cp-documentid=154335426), e fiquei digamos….parvo!

“ O Presidente do Sudão autorizou hoje os governadores de três províncias da região ocidental de Darfur a expulsarem qualquer organização internacional, incluindo as agências da ONU, no caso de não respeitarem os limites que lhes forem impostos.”

Questiono-me de forma bastante séria como poderá o Presidente deste país, Al-Béchi,  que  ”é alvo de mandados de detenção do Tribunal Penal Internacional (TPI) por crimes de guerra e genocídio no Darfur” que se saliente,  afirmar que as Nações Unidas poderão ser expulsas do seu país caso não cumpram os limites impostos, quando o seu governo não têm limites, ao chacinar e lançar o terror sobre os cidadãos deste.

É sem duvida alguma um acto  que deverá ser condenável, não só pelas Nações Unidas, mas também pela sociedade mundial, já que este é um verdadeiro Holocausto do século XXI, mas desta vez em África.

Saliento ainda o seguinte excerto, ” O presidente sudanês disse que os acampamentos para deslocados no Sudão “são território sudanês sob autoridade sudanesa” e que “não há poder neste mundo que possa impedir o Governo de desempenhar as suas funções e perseguir os foragidos ou aqueles que violem a lei”. Assim sendo volto a questionar-me, quem são estes  “foragidos“/criminosos, que violam a lei sudanesa? Bem  é simples!

Os foragidos ou aqueles que violem a lei”,são os cidadãos de etnia negra, que sofrem constantemente ataques e bombardeiros a vilarejos, por parte dos digamos  “cidadãos” de etnia muçulmana radical, que roubam os bens, terras e gados, e ainda sem qualquer punição violam as mulheres e jovens.

Fiquei ainda um pouco espantado ao dizer que : “não há poder neste mundo que possa impedir o Governo de desempenhar as suas funções”, interessante facto tendo em conta que este é suportado pela China, através de ralações comerciais, em que esta se compromete a vender armamento, e ajudar nas operações militares, em troca de petróleo, essencial para o crescimento chinês. A China decidiu não agir, apesar dos pedidos internacionais para uma tentativa de abertura por parte do Sudão às ONGs, (que à pouco tempo se veio a concretizar, apesar de muito restritas) e críticos afirmam  que os líderes chineses não querem pressionar o Sudão, pois temem que isso possa prejudicar seus laços económicos e energéticos com o país.

Concluo assim em jeito de condenação por tal acto, mas com a esperança de vozes (altas vozes, desgovernares, associações, etc. ) olhem para este drama como flagelo étnico do século, com o sentido de resolução.

E comentar, no?